Há quem prefere desligar-se de seus próprios sentimentos, talvez na tentativa de não se expor, de não mostrar mostrar vulnerabilidade Acha mais fácil não dividir suas escorregadelas, optando por exibir ao público suas gloriosas conquistas, como um belo cartão de visitas.
Como nos locomovemos por caminhos acessados e invadidos por todo mundo é compreensível que se queira mostrar o seu melhor ângulo e divulgar apenas a parte de si próprio que deu certo, que atingiu o sucesso, enfim, que brilhou no mundo espelhado das ilusões.
Não adianta correr atrás de soluções rápidas e indolores. Simplesmente tudo na vida dá trabalho quando feito da forma correta. E nada poderia ser mais delicado do que lidar com o ser humano, suas emoções e imperfeições.

Quando o tema é sentimento seria contraditório falar em pensamento? Creio que não. É através da palavra colocada no contexto adequado que se consegue compreender as emoções, e a compreensão vem do pensamento, raciocínio, razão.
Estes conceitos, sentimento e pensamento, razão e coração, objetividade e subjetividade, dúvida e certeza, segurança e insegurança, estão integrados, pois eles coexistem e se alimentam. Quando um conceito fica isolado, ele perde a sua força, mas quando juntos fazem um contraponto, e o seu significado fica mais contundente. Pode -se dizer que assim as diferenças que os separam são as mesmas que os aproximam. O típico dilema da natureza humana.
A vida não é assim tão prática e objetiva. Ou somos nós que complicamos tudo? De qualquer forma ela passa longe de ser algo controlável. Por isso não se deve perder tempo procurando uma fórmula simples de se tratar a nossa dimensão emocional e rejeitando relações que sejam trabalhosas ou demandem um maior investimento emocional. Essa perigosa armadilha desvia o olhar daquilo que realmente importa: deixar fluir os sentimentos mais cristalinos da alma. A questão não é se desligar de suas emoções, e sim aprender a conectar-se com elas. Isto é a mais pura essência humana.
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