Desabafo – e que venha 2016

Chegamos ao fim de 2015! Ufa! Nem sei bem como… foi um ano repleto de descobertas de tantos casos de corrupção. Um cenário fétido que revelou o pior lado dos homens que deveriam nos defender, mas que se tornaram uma ameaça à decência humana! A participação de tantos políticos nos imbróglios de desvio de dinheiro…

Chegamos ao fim de 2015! Ufa! Nem sei bem como… foi um ano repleto de descobertas de tantos casos de corrupção. Um cenário fétido que revelou o pior lado dos homens que deveriam nos defender, mas que se tornaram uma ameaça à decência humana!

A participação de tantos políticos nos imbróglios de desvio de dinheiro público é vergonhosa. Podemos dizer que por aqui a corrupção virou epidêmica. É uma doença, um vírus disseminado de norte a sul do país.

Neste ano várias empresas afundaram e a nossa economia desandou de vez. Atravessamos crises: econômica, social, política, moral e ética, que juntas apenas confirmam o fundo do poço em que estamos. O que restou da Petrobras, um dos nossos maiores símbolos de estrutura sólida? E o que falar das grandes construtoras?

É claro que a vida não está fácil em parte alguma do planeta; é tragédia em todo canto! Mas aqui foi demais…Nosso país virou até motivo de deboche: A presidente da república não consegue nem articular suas ideias; esconde-se atrás de discursos vazios e incoerentes, assim como tem sido o seu próprio governo.

Vemos um Brasil desestabilizado, desacreditado, que teve seu nome jogado na lama, a mesma que inundou a região da  cidade histórica de Mariana, no estado de Minas Gerais, decretando o nosso maior desastre ambiental há pouco mais de um mês. Seria irônico dizer que o país mergulhou num mar de lama? Ou estaremos afundando em areia movediça?

Em 2015 vimos o dólar disparar, a inflação correr solta, a recessão chegar, e com ela, as oportunidades de crescimento encolher. Enfim parece que andamos pra trás.

Para completar o quadro de calamidade pública em que vivemos, ainda enfrentamos o crescimento alarmante de doenças, como dengue, zika vírus e febre chikungunyatransmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti. E estamos em meio à investigação de sua ligação com a Microcefalia diagnosticada nos recém-nascidos. O aumento expressivo de bebês com esta enfermidade tem gerado uma grande preocupação na população, em especial nas gestantes da região nordeste, pelo maior risco a que estão expostas de serem picadas pelo inseto contaminado agora no verão.

Os problemas na área da saúde refletem o abandono a que o povo foi submetido. Sim, porque isso nos mostra o sinal de que o interesse maior dos nossos governantes não é o bem-estar da população.

Infelizmente temos sido lesados de todas as formas possíveis. Carecemos, entre tantas coisas… inclusive de uma vontade absurda de dar certo. De fazer as escolhas certas. A começar pela escolha de representantes que estejam comprometidos genuinamente em despertar a nação de seu estado apático, de combater o comportamento submisso enraizado em nossa cultura, de provocar questionamentos e estimular reflexões…

Não posso negar o meu desânimo, a falta de esperança que quase me domina… mas neste momento em que um novo ano bate a nossa porta temos que acreditar que os próximos 365 dias podem ser diferentes. É hora de tomar fôlego.

Tão difícil quanto recuperar a confiança da população é conseguir sair desta grave crise. Como teremos forças para traçar novas rotas e abraçar a ideia de reconstruir o Brasil?

De qualquer forma é preciso levantar a cabeça e tentar entrar em 2016 com o pé direito. Temos que ser fortes como soldados do bem, mas sobretudo criativos para sobreviver num período de solo tão árido. Vale lembrar que muitas vezes o remédio mais eficaz tem gosto bem amargo.

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Feliz Natal e um 2016 mais próspero a todos os trabalhadores desta terra!

Uma resposta

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