
A mocidade foi embora,
Como a água apressada do rio
Atropelando pedrinhas brilhantes,
Cravadas no fundo do seu leito.
Tanta juventude passou rapidamente,
Como ventania forte
Que, inexplicavelmente,
Dissolveu-se no ar,
Deixando para trás
Marcas de uma vida,
Carregada por gerações
De certezas e injustiças.
Calor abafado,
Difícil de respirar,
Que desce apertado
Pela garganta seca,
Sem medo de castigar.
São como as dores da terra,
Tomada à força,
Daquele que chora,
Que pede e que implora
Para dela cuidar.
O bravo guerreiro que a vigia,
Sem nunca desistir da luta,
Merece medalha,
Ou prenda maior,
Como um amor para encontrar.
Não conta vantagem
Nem consegue mentir,
Apenas lava a alma
E continua a sorrir.
Pois sabe que a terra
Não é só sua.
É de todo homem valente,
Que se faz presente.
É daquele que conta uma história
Aos seus descendentes.
Fala das guerras,
Do sangue derramado.
E sobretudo imagina
Em conseguir deixar seu legado,
Não apenas como um presente,
Mas também como uma forma
de plantar sua tão sonhada semente!
O poema acima, cujo nome é A Terra e o Tempo, foi uma maneira de homenagear a maravilhosa obra de Érico Veríssimo, O Tempo e o Vento.
Fiz uma livre interpretação da história em forma de poesia.
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