
Semana passada fui assistir O Artista, filme que arrebatou cinco estatuetas do Oscar em algumas das principais categorias, tais como: filme, direção, ator, figurino e trilha sonora original. Todos os holofotes se voltaram para ele, e atores como Jean Dujardin, protagonista do filme, foram alçados ao patamar de celebridade.
Se o filme já despertava curiosidade por ser tão inusitado – filme mudo, preto e branco, em pleno século XXI, depois da premiação virou um Must, e o público ficou ainda mais curioso para vê-lo e entender o que ele tem de especial. Já que, com certeza, com os prêmios recebidos não apenas nos EUA, mas também na Europa, conquistou todas as credenciais para entrar na lista dos grandes filmes que fizeram história.
Trata-se de uma produção franco-belga , que faz um tributo à Hollywood dos anos 20 e 30 (1927 -1932). E aborda temas, entre os quais, a fama e o declínio, ao mostrar o auge da carreira de um ator do cinema mudo e o seu encontro com uma aspirante à atriz e dançarina, interpretada por Berenice Bejo.
Para mim, o que mais chamou atenção foi perceber que da simplicidade do filme foi extraída uma grande atuação dos atores ao mostrar a força da interpretação no olhar, na expressões facial e corporal, enfim em cada detalhe de cada cena. A mensagem estava clara sem haver necessidade da comunicação oral. A música também causou grande efeito no filme dando um ritmo leve, e até mesmo, comovente.
O esperto cãozinho terrier que, de acordo com as minhas pesquisas eram três cachorros que se revezavam, atuou em muitas cenas com o protagonista, contribuiu mais ainda para provar que palavras não são absolutamente necessárias, afinal ele também se comunicava, mas de outras formas…
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