Se ser professor sempre foi uma tarefa difícil, o que podemos falar desta profissão em meio a uma crise mundial provocada pela pandemia da Covid-19?!

    O professor deve dar conta das velhas e das novas exigências. Hoje as aulas ganharam a modalidade virtual, o que fez com que os professores tivessem que se adaptar e rapidamente desenvolver uma outra abordagem, uma forma mais direta e dinâmica de apresentar novos conteúdos programáticos.     As aulas devem ser bem estruturadas e…

    O professor deve dar conta das velhas e das novas exigências. Hoje as aulas ganharam a modalidade virtual, o que fez com que os professores tivessem que se adaptar e rapidamente desenvolver uma outra abordagem, uma forma mais direta e dinâmica de apresentar novos conteúdos programáticos.

    As aulas devem ser bem estruturadas e planejadas, mas é importante também que o educador ajude o aluno na organização de tarefas e planejamento do tempo de estudo. Voltou à moda falar em rotinas, fixar limites e impor regras aos alunos. São necessidades atuais, porque as pessoas precisam de ordem para mais horas de estudo em casa.

   Já nas aulas presenciais, as escolas tiveram que se reinventar, criando protocolos que garantam um mínimo de distanciamento social, promovendo a constante higienização das mãos e dos objetos compartilhados entre os alunos, bem como o uso de máscaras constantemente.

    Essas mudanças nos hábitos cotidianos somadas às angústias vividas por todos, inclusive as crianças, trazidas pelas notícias de doenças, mortes e miséria geram um clima de insegurança, turbulências que se refletem no comportamento das pessoas.

    Hoje estamos mais expostos a sentimentos como ansiedade e depressão. As doenças mentais estão pipocando por todas as camadas da sociedade e em qualquer faixa etária.

   

  

    

Por todas essas razões a carga de trabalho do professor só aumentou. Além de ter que dar conta de uma nova realidade, o ensinante precisa estar atento às questões emocionais de seus aprendentes.

Mais do que nunca o professor deve ter uma postura acolhedora, um olhar receptivo, e sobretudo, desenvolver a empatia. O domínio do conteúdo técnico é básico, mas é preciso ter competências para fazer uma leitura geral sobre seus alunos e estar atento a possíveis transtornos comportamentais desses.

São tempos estranhos que vivemos. Temos que equilibrar entre estimular o potencial e lidar com as limitações de cada aluno em um momento de extrema fragilidade em que convivemos com sentimentos tão negativos, visões opostas, ideias contraditórias e falta de paciência e respeito ao próximo.

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