
Tenho muita pena do povo brasileiro porque nem diante de um fato global como a pandemia da Covid-19 consegue se unir verdadeiramente. Segue sempre dividido entre interesses diversos.
O Brasil é um país plural, em todos os sentidos. De recursos naturais a um povo de combinações entre várias etnias. Somos muitos, guerreiros e trabalhadores!
Neste momento estamos sendo afetados de forma diferente por essa pandemia. Alguns desempregados ou sem qualquer fonte de renda desesperados para alimentar seus filhos. Outros confinados em seus lares revezando horas de insegurança e de fé. Ainda temos os trabalhadores na linha de frente. Aqueles que não podem se ausentar, porque são imprescindíveis para o funcionamento de uma comunidade. Além das pessoas da área médica, que estão sendo super requisitadas, e precisam do nosso apoio moral para continuar firmes nesta jornada.
O mundo inteiro, ou quase todo, abraçou a estratégia do “isolamento social” para conter a doença, enquanto aguarda-se boas noticias sobre medicamentos e vacina no combate à Covid-19. Mas aqui temos um forte impasse entre a população brasileira, enquanto metade aprova as orientações internacionais sobre o #fiqueemcasa, a outra metade não concorda com o fechamento do comércio e o risco de falência de diversas empresas nacionais.
Cisão não é a solução! Cisão não valida sentimentos tão diferentes e complementares ao mesmo tempo. E sim fortalece um abismo entre as pessoas que, no final, querem as mesmas coisas: saúde e estabilidade financeira. O que fazer, então?
Pelo mundo afora existe esse dilema, já que a desigualdade social permeia todas as sociedades. Mesmo assim o confinamento tem sido encarado como a mais poderosa estratégia contra a pandemia.
É simples para quem tem a opção de ficar em casa. Mas é obrigação do governo e dever moral de todo cidadão ajudar para que mais pessoas possam fazer o isolamento social.
O momento pede para que nos ajudemos e nos abracemos de forma virtual. Sejamos generosos e mais gentis com o próximo. Temos visto exemplos de herois em todas as áreas. Agora cada um precisa agir como tal. Toda ajuda será bem vinda: da pessoa jurídica à física. Agora chegou a hora das mudanças serem mais profundas. De redesenharmos uma sociedade mais justa e menos egoísta.

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