O seu filho vai mal na escola: notas baixas, rendimento escolar insuficiente e reclamações dos professores? Mas o que fazer no final do ano letivo? Na véspera das provas do 4º bimestre?
O tempo de recuperar as notas está muito curto agora, e como acontece todos os anos, já vai começar a correria, a busca por resultados quase impossíveis. E por quê? Porque as questões não foram tratadas como deveriam.
O primeiro passo é entender que a não-aprendizagem do aluno é um sintoma que precisa ser identificado e tratado. Muitas vezes o problema persiste e vai sendo empurrado para o outro ano.
O aluno entende que para passar de ano deve tirar boas notas e não se preocupa com a verdadeira construção de conhecimentos, algo que não acontece sem a operatoriedade da inteligência. Ele não está acostumado a refletir, entender, discutir e, por isso não pode transformar o que estudou em parte de sua história de vida. Desta forma a teoria nunca vira prática (ação).
Por mais que tentemos evitar, muitas vezes o único caminho para esse aluno é a reprovação. Mas como lidar com a angústia que ele e sua família sentem em vista dessa possível retenção? Como reconhecer se este é o melhor caminho e traçar novas perspectivas para o ano futuro?
Não adianta culpar o aluno e deixar que ele ocupe o lugar do fracassado. Isso só trará medo, frustração, sensação de derrota e provocará uma baixa em sua autoestima, o que poderá levar a criança ao isolamento.
O aluno que está prestes a ser retido precisa de acolhimento de sua família para se preparar para um novo ano. A hora é de mudança. Comece estabelecendo metas para tarefas menores e assim vá aumentando gradativamente. Reforce as conquistas dele, mesmo que sejam pequenas. O sucesso deve ser ressaltado. Os elogios podem ajudar bastante a mudar o perfil dessa criança.
Não deixe para acompanhar a rotina escolar do seu filho no 3º ou 4º bimestres. Comece pelo começo. Ofereça ajuda para estudar com ele, mas se você não tiver tempo, paciência ou conhecimento, procure ajuda externa. Frequente as reuniões escolares. Converse com o seu filho. Se você quer que ele mude, melhore, faça você a sua parte!
E se for necessário, vá em busca de uma orientação profissional, como a de um psicopedagogo, psicólogo, médicos especialistas, entre outros. Assim ele terá mais chances de virar o jogo e se tornar um bom aluno no próximo ano.
Ana Cristina Teixeira
acristinateix@hotmail.com



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