Há um ponto na vida em que temos que escolher entre ser feliz ou infeliz, apesar das alegrias e tristezas cotidianas e a despeito de tudo que vivemos diariamente. É como estabelecer um divisor de águas, quando você deixa de olhar para trás, ou para os lados, e decide seguir em frente e fazer com que as pequenas coisas da vida sejam cheias de sabor.
Tomar uma atitude nem sempre é fácil, principalmente se podemos nos arrepender depois. Mas como uma causa que abraçamos, o pacote vem completo e nos desperta emoções variadas. São elas que nos alimentam de uma forma ou de outra.
Li em algum lugar, acho que em uma propaganda, que a vida é boa com quem é bom. Isso faz sentido para mim, porque quem faz o bem gratuitamente vive mais leve. Ser bom é libertador. É mais simples. Já sentimentos como, rancor, ódio, vingança e inveja são muito desgastantes para ser sustentados e, inevitavelmente, causam dor em quem os carrega.
Em Um Homem Chamado Ove, filme sueco dirigido por Hannes Holm, de 2015, o protagonista, um “Ove” mal-humorado, esqueceu de como era ser bom, prestativo e generoso em sua comunidade, e passa seus dias amargurado pela perda de sua esposa.
Preso às lembranças do passado, Ove não encontra mais sentido em viver. Mas as pessoas em sua volta vão lembrá-lo de como ser bom faz bem, porque esta é a sua natureza.
Quando o personagem retorna a sua essência, incrivelmente seu caminho volta a florir, provando que nunca é tarde para ser bom, ou melhor, que reconhecer as necessidades de sua alma pode levá-lo a tomar as atitudes acertadas. E assim Ove encontra a felicidade em pequenos acontecimentos de sua vida.

Deixe um comentário