A Forma da Água é um conto fantástico, que retrata um caso de amor irreal entre duas criaturas de espécies diferentes; aqui o conceito de humanidade pode ser interpretado de outro jeito. Uma relação de dois seres que se entendem perfeitamente em uma linguagem não verbal, mas sim corporal e simbólica.
Esta sensível película foi produzida e dirigida pelo inspirado Gillermo Del Toro, além de contar com interpretações profundas e brilhantes de vários artistas, como: Sally Hawkins e Octavia Spencer.
Em um mundo tão conturbado como o de hoje é um prazer saborear uma história, que é uma verdadeira ode às minorias sociais. Aos poucos somos apresentados a personagens, que por um motivo ou outro, vivem à margem da sociedade. São pessoas que fogem dos padrões de beleza estética ou sucesso, e que apenas encontram solidariedade entre seus párias.
Entre os mais desfavorecidos do longa existe uma grande dose de cumplicidade, que os move e lhes dá esperança de lutar pelo que acreditam, inclusive de atravessar aquela linha invisível que separa os fortes dos fracos e oprimidos.
O filme também poderia chamar-se A Forma do Amor, pois assim como a água, o amor não tem forma, ou talvez tome a forma que queremos… Ambos podem inundar a nossa vida e nos fazer flutuar.
O longa traça uma delicada ligação entre a água e o amor. Somente em uma história comovente como esta, o amor conseguiria sobreviver às adversidades da vida e submergir no turbilhão de conflitos que atravessam nosso caminho, e ainda assim escapar mais confiante do que nunca!
São os verdadeiros sentimentos que provocam saltos maiores ou mergulhos mais profundos no nosso verdadeiro EU. O nosso mundinho interior pode ampliar muito, se deixarmos de pensar enquanto grupos da sociedade vivendo de acordo com certas regras, e acolhermos as diferenças dos outros e as nossas próprias também.

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