
Belo filme que fala sobre a inclusão na família, na escola e socialmente, de pessoas singulares, que fogem do padrão, e por isso são perseguidas, segregadas e vítimas de bullying.
Extraordinário conta a história de um menino especial com uma deficiência congênita na face lutando para ser aceito por todos como uma criança comum.
Auggie tem uma família linda. É muito amado pelos pais e irmã mais velha. E essa é a base fundamental para que o nosso querido pequeno astronauta supere as mágoas pela discriminação sofrida por ele. Nada é fácil para o menino, que já teve de enfrentar mais de uma dezena de cirurgias.
A história narrada por ele começa no momento em que entra na escola. O personagem já tem 10 anos e até então, estudava em casa com sua mãe. É um menino com uma inteligência acima da média, discreto e tímido, ao mesmo tempo é cativante e cheio de vida! Bem próprio da sua idade.
Apesar dos esforços do diretor da escola para integrá-lo, Auggie fica muito isolado. Passa por momentos difíceis, inclusive sofre decepções e perdas importantes, até que consegue encontrar verdadeiros amigos.
É um processo longo, não apenas de amadurecimento para o menino, mas para sua família, que precisa lidar com os limites da proteção. Sua mãe é a grande doadora de amor, seu pai é o seu super incentivador e a irmã, muito generosa, abre mão da atenção de seus pais, porque entende que Auggie deve ter sempre a prioridade.
A escola tem o papel social de promover a inclusão. O diretor procura dar conta da responsabilidade ao apresentar algumas crianças separadamente para Auggie. Mas amizade não é algo que possa ser cobrado. Logo percebemos que no universo infantil a espontaneidade não pode e nem deve ser reprimida. A amizade surge naturalmente, por afinidade, como laços feitos através de uma construção em conjunto.
Os conflitos entre as crianças acabam se resolvendo sozinhos. Essa é uma tarefa que deveria ter sido dirigida, mas como o pequeno astronauta é especial, o desfecho só poderia ser positivo. Um tanto incompatível com a realidade…
A sua maneira, todas as crianças, no filme, são extraordinárias, ou melhor, fazem coisas extraordinárias inspiradas pela vida do pequeno Auggie, por suas atitudes e comportamento, pois ele ajuda os outros personagens a resgatar o que cada um tem de melhor em si mesmo. As crianças, aos poucos, entram em contato com o seu lado altruísta e percebem que a vida sem preconceitos é mais leve, mais generosa.
Como disse o professor na primeira aula do ano, ao dar exemplos sobre o significado de “preceitos”, entre optar por “estar com a razão ou ser bom” fique com a segunda opção.
Enfim, o longa retrata uma família inteira especial, que faz a diferença em sua comunidade pelo simples fato de tratar todos com amor e respeito. Esta é a mola propulsora para que ocorra a real inclusão dos indivíduos na escola e na sociedade: empatia.

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