A Missão de Amar os Filhos
Este filme, vencedor do prêmio do Júri do 66º Festival de Cannes, aborda de uma maneira sensível, sem ser melosa demais, um tema polêmico, como é: “a troca de bebês em uma maternidade e o dilema da destroca das crianças anos depois”.
Uma película japonesa de bela fotografia, que ao som de um piano, nos faz refletir sobre os valores morais e padrões sociais que devemos seguir versus o amor construído pelos laços da convivência.
A história mostra a tendência crônica do ser humano em estabelecer limites em suas relações de afeto e ainda tentar explicar o inexplicável, assim como é o verdadeiro bem querer entre pais e filhos, que não necessariamente são ligados por vínculo sanguíneo.
Nem sempre quando nasce uma criança, nascem também um pai ou uma mãe. Não é tão óbvio assim… Antes de tudo os “lugares” na família devem ser conquistados. São anos de erros e acertos em que os próprios pais revisitam seus “lugares” de filhos que são ou foram em algum momento.
No filme de Koreeda, o homem que se esconde atrás de uma vida ocupada por trabalho, dinheiro e sucesso, apenas aparenta ser forte, mas em seu íntimo não consegue amar seu filho devido aos traumas de infância gerados por uma relação conturbada com seus próprios pais.
O ódio gera ódio, a indiferença gera indiferença, mas o amor, por gerar amor, tem o poder de curar os corações mais endurecidos. Desde que este sentimento fundamental seja estabelecido em uma base verdadeira de muito trabalho e de entrega ao outro. É preciso coragem!
Com certeza esta conquista de amor não é resultado de semelhanças genéticas entre pais e filhos. Tem muito mais investimento do que parece ter… Por isso mesmo é que pode ser aprendido, e nunca é tarde para começar.
A sua próxima missão é assistir o filme…
- Título original: Soshite chichi ni naru/Like Father, Like Son/ Tal Pai, Tal Filho
- De: Hirokazu Koreeda
- Com: Masaharu Fukuyama, Machiko Ono, Yôko Maki
- Gênero: Drama
- Classificação: M/12
- Outros dados: JAPÃO, 2013, Cores, 120 min.

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