
Na calada da noite
Os gatos selvagens
Pulam os muros
À procura de aventuras.
Pelas avenidas a fora
Laçam-se sem temor.
São criaturas voluntariosas,
Intrigantes e curiosas.
Vão se mesclando,
Rodeando o que lhes interessam.
Não perdem seu tempo,
Pois sabem que o novo dia logo chegará.
Testemunham as loucuras
Daqueles que não conseguem se aquietar.
Estão por aí e em nenhum lugar!
No bar da esquina,
No parapeito do quarto da menina.
São difíceis de encontrar…
Enfim, histórias que se cruzam
Cheias de drama, com pitadas de tragédia,
E um certo mistério no ar!
Assim a noite acaba.
Já está na hora de alguém acordar…
O sol nasce.
Funcionários varrem as ruas
E aos poucos vão percebendo
Que seus nobres inquilinos
Foram embora…
Claro!
Os bichanos sabem que o dia
Foi feito pra quem gosta de trabalhar!
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