Falar sobre justiça deveria ser algo absoluto e universal,
Mas é caso de outra natureza,
Muito mais relativa e cultural.
Justiça é diferente de igualdade
E nem deve ser classificada como ato de bondade.
Não pode ser institucionalizada como razão,
Mas precisa conter em si uma boa dose de perdão.
Seguir, sem utopia, o caminho da honestidade.
O que não tem nada a ver com traição.
Isto sim seria uma conotação de maldade!
Ou talvez não?
Discursos febris que a tratam como caridade.
Soaria melhor como reparação.
O fato é que ela é pesada de verdade!
É disputa empenhada em pontuação.
Em uma dura reflexão
De ambas as partes,
Que perseguem a felicidade
Sem fugir de um embate.
Justiça é simples disputa.
Brigar por aquilo em que se acredita.
Ou a forma certa de esclarecer,
De ver o que está a sua frente,
E não ser levado por conjecturas
Delineadas em outra mente.
Justiça não é vaidade.
Difícil de ser definida nos dias atuais
Em que se valoriza demais
Uma superficial e inespressiva felicidade.
Não quero esta justiça!
Muito menos a comprada falsidade!
Me encanto mais pela contradição,
Pelas agruras da vida
Do que pelas dores da nobreza,
Que vive enclausurada,
Cegamente disfarçada
Como uma estátua de tanta beleza!

Deixe um comentário