Justiça – poesia

Falar sobre justiça deveria ser algo absoluto e universal, Mas é caso de outra natureza, Muito mais relativa e cultural. Justiça é diferente de igualdade E nem deve ser classificada como ato de bondade. Não pode ser institucionalizada como razão, Mas precisa conter em si uma boa dose de perdão. Seguir, sem utopia, o caminho…

Falar sobre justiça deveria ser algo absoluto e universal,

Mas é caso de outra natureza,

Muito mais relativa e cultural.

Justiça é diferente de igualdade

E nem deve ser classificada como ato de bondade.

Não pode ser institucionalizada como razão,

Mas precisa conter em si uma boa dose de perdão.

Seguir, sem utopia, o caminho da honestidade.

O que não tem nada a ver com traição.

Isto sim seria uma conotação de maldade!

Ou talvez não?

Discursos febris que a tratam como caridade.

Soaria melhor como reparação.

O fato é que ela é pesada de verdade!

É disputa empenhada em pontuação.

Em uma dura reflexão

De ambas as partes,

Que perseguem a felicidade

Sem fugir de um embate.

Justiça é simples disputa.

Brigar por aquilo em que se acredita.

Ou a forma certa de esclarecer,

De ver o que está a sua frente,

E não ser levado por conjecturas

Delineadas em outra mente.

Justiça não é vaidade.

Difícil de ser definida nos dias atuais

Em que se valoriza demais

Uma superficial e inespressiva felicidade.

Não quero esta justiça!

Muito menos a comprada falsidade!

Me encanto mais pela contradição,

Pelas agruras da vida

Do que pelas dores da nobreza,

Que vive enclausurada,

Cegamente disfarçada

Como uma estátua de tanta beleza!

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