Chegamos ao fim de 2015! Ufa! Nem sei bem como… foi um ano repleto de descobertas de tantos casos de corrupção. Um cenário fétido que revelou o pior lado dos homens que deveriam nos defender, mas que se tornaram uma ameaça à decência humana!
A participação de tantos políticos nos imbróglios de desvio de dinheiro público é vergonhosa. Podemos dizer que por aqui a corrupção virou epidêmica. É uma doença, um vírus disseminado de norte a sul do país.
Neste ano várias empresas afundaram e a nossa economia desandou de vez. Atravessamos crises: econômica, social, política, moral e ética, que juntas apenas confirmam o fundo do poço em que estamos. O que restou da Petrobras, um dos nossos maiores símbolos de estrutura sólida? E o que falar das grandes construtoras?
É claro que a vida não está fácil em parte alguma do planeta; é tragédia em todo canto! Mas aqui foi demais…Nosso país virou até motivo de deboche: A presidente da república não consegue nem articular suas ideias; esconde-se atrás de discursos vazios e incoerentes, assim como tem sido o seu próprio governo.
Vemos um Brasil desestabilizado, desacreditado, que teve seu nome jogado na lama, a mesma que inundou a região da cidade histórica de Mariana, no estado de Minas Gerais, decretando o nosso maior desastre ambiental há pouco mais de um mês. Seria irônico dizer que o país mergulhou num mar de lama? Ou estaremos afundando em areia movediça?
Em 2015 vimos o dólar disparar, a inflação correr solta, a recessão chegar, e com ela, as oportunidades de crescimento encolher. Enfim parece que andamos pra trás.
Para completar o quadro de calamidade pública em que vivemos, ainda enfrentamos o crescimento alarmante de doenças, como dengue, zika vírus e febre chikungunya, transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti. E estamos em meio à investigação de sua ligação com a Microcefalia diagnosticada nos recém-nascidos. O aumento expressivo de bebês com esta enfermidade tem gerado uma grande preocupação na população, em especial nas gestantes da região nordeste, pelo maior risco a que estão expostas de serem picadas pelo inseto contaminado agora no verão.
Os problemas na área da saúde refletem o abandono a que o povo foi submetido. Sim, porque isso nos mostra o sinal de que o interesse maior dos nossos governantes não é o bem-estar da população.
Infelizmente temos sido lesados de todas as formas possíveis. Carecemos, entre tantas coisas… inclusive de uma vontade absurda de dar certo. De fazer as escolhas certas. A começar pela escolha de representantes que estejam comprometidos genuinamente em despertar a nação de seu estado apático, de combater o comportamento submisso enraizado em nossa cultura, de provocar questionamentos e estimular reflexões…
Não posso negar o meu desânimo, a falta de esperança que quase me domina… mas neste momento em que um novo ano bate a nossa porta temos que acreditar que os próximos 365 dias podem ser diferentes. É hora de tomar fôlego.
Tão difícil quanto recuperar a confiança da população é conseguir sair desta grave crise. Como teremos forças para traçar novas rotas e abraçar a ideia de reconstruir o Brasil?
De qualquer forma é preciso levantar a cabeça e tentar entrar em 2016 com o pé direito. Temos que ser fortes como soldados do bem, mas sobretudo criativos para sobreviver num período de solo tão árido. Vale lembrar que muitas vezes o remédio mais eficaz tem gosto bem amargo.
Feliz Natal e um 2016 mais próspero a todos os trabalhadores desta terra!
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