Orientação Profissional

   Escolher uma profissão pode parecer uma tarefa fácil, mas não é. Ao contrário, é uma decisão complexa que, para começar, envolve um nível razoável de autoconhecimento. Algo difícil de se imaginar no contexto de um adolescente, uma vez que tal processo demanda tempo e energia focada em suas próprias descobertas, no reconhecimento de interesses…

   Escolher uma profissão pode parecer uma tarefa fácil, mas não é. Ao contrário, é uma decisão complexa que, para começar, envolve um nível razoável de autoconhecimento. Algo difícil de se imaginar no contexto de um adolescente, uma vez que tal processo demanda tempo e energia focada em suas próprias descobertas, no reconhecimento de interesses pessoais e em um projeto de vida.

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      Como os adolescentes escolhem um curso superior?

     Há muito que considerar para responder essa questão.

   Entre tantas perguntas, muitas sem respostas, e em meio à turbulência do vestibular e crise de identidade, é como o adolescente se encontra diante da visão incerta do seu futuro profissional.

    Quando chega o momento para a tomada de decisão, o jovem pode sentir medo de errar, de desapontar sua família e/ou a sociedade. Afinal quem regula a escolha da carreira profissional (o próprio jovem, a família, a escola, o Estado, o mercado…)?

   Sabe-se que os adolescentes são atraídos pelas carreiras em alta. O problema é que estamos desbravando solos perigosos e nem sempre estáveis, já que o mercado de trabalho é muito cíclico, e também muitas profissões deixam de existir para dar lugar a outras novas. Por isso mesmo é essencial visualizar e pesquisar o futuro de uma profissão, no mínimo dali a cinco anos, pois uma que esteja em alta hoje pode não estar mais amanhã.

  Estudar pode ajudar na escolha profissional. A busca por informações relativas às profissões desejadas é uma dica que deve ser utilizada, embora represente somente uma parte do caminho a seguir. É importante ter sempre em mente que nenhum curso superior garantirá sucesso profissional ou emprego certo ao final da graduação.

   A questão central no Ensino Médio é a preocupação com o vestibular, e não com a promoção do autoconhecimento para facilitação dessa escolha. Por isso mesmo muitas escolas optam apenas por preparar o aluno para fazer uma boa prova para que ele consiga  entrar numa faculdade.

    Acredito que um trabalho mais profundo de pesquisa de carreiras deveria ser iniciado no primeiro ano do Ensino Médio, como parte de um programa de Orientação Profissional. Vale destacar que algumas escolas já fazem isso. Assim há mais tempo também para o amadurecimento do adolescente que indiscutivelmente deverá enfrentar o dilema da carreira a seguir.

   O programa de Orientação Profissional também precisa contemplar o desenvolvimento da inteligência emocional do adolescente a fim de que ele consiga administrar sua vida, tanto pessoal como profissional. Ele poderá fazer um balanço entre os aspectos externos mais importantes que levam um jovem a optar por determinada profissão: opinião familiar, tradição, remuneração e status de uma carreira. E assim provavelmente conseguirá conciliar tais aspectos com as suas aptidões e gostos.

    O jovem precisa aprender a lidar com as pressões externas e suas próprias expectativas em relação ao seu futuro profissional, a fim de que estas não atrapalhem a investigação de suas potencialidades e talentos, e consequentemente estar apto a construir um projeto de vida que inclua uma carreira profissional de sucesso.

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