Atualmente fala-se muito sobre a importância da autoestima, mais precisamente discute-se sobre o seu impacto na vida de uma pessoa, que pode gerar prejuízos irreversíveis quando baixa, ou dar subsídios para conquistas importantes quando elevada.
A autoestima, por fazer parte da dimensão subjetiva, está relacionada aos sentimentos e intimamente ligada à história de vida e à construção da personalidade de cada indivíduo. Ela traduz a maneira como uma pessoa se relaciona consigo mesma, auxiliando no seu processo de autoconhecimento.
Como uma boa receita, a autoestima tem sua dose certa, além de possuir ingredientes indispensáveis para que sua alquimia funcione bem. A confiança é um destes ingredientes, desde que não seja em excesso, pois uma pessoa extremamente confiante pode incorrer em erro, o de se supervalorizar, e tornar-se, por isso mesmo, insuportável.

Outro ingrediente que precisa ter sua medida ajustada é a vaidade. Uma pessoa muito vaidosa não significa que ela tenha uma grande autoestima. Ao contrário, ela pode estar usando sua vaidade como um escudo para camuflar suas inseguranças.
Um fator que é determinado pela autoestima é a forma de cada um lidar com suas questões existenciais. A vida está sempre nos desafiando, e por ser recheada de dilemas, nos impõe escolhas a fazer que resultam em vitórias ou fracassos.
Desde cedo a criança começa a formar sua autoestima, por isso é de suma importância observar que tipo de educação oferecemos à ela: num ambiente repressor a criança normalmente desenvolverá uma autoestima baixa por não acreditar em si mesma, em contrapartida aquela que crescer aprendendo a se respeitar terá uma autoimagem positiva e uma autoestima elevada.
A família é a principal âncora para que a criança sinta-se confortável e segura, e portanto, consiga ter uma autoestima desejável. Mas o seu dever não é o de ficar “lustrando” o ego do filho e passar a ele que o mundo está aqui para servi-lo. De modo algum. A criança precisa ser educada para que ela mesma abra as suas portas e para ser capaz de enfrentar o mundo. É preciso encontrar equilíbrio, inclusive na própria autoestima.
O essencial é buscar o caminho do autoconhecimento para não deixar que outras pessoas se apropriem do seu “eu interior”. A opinião do outro sobre você não pode ser a mais Importante, e não se pode permitir que um fator externo abale completamente a sua vida.
Enfim o olhar do indivíduo para suas experiências diárias é o que acaba por defini-lo: como alguém que possui uma postura segura e sabe defender seus pontos de vista, ou como aquele que necessita sempre de aprovação alheia e passa a vida sem descobrir o que veio fazer neste planeta.

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