
É importante que uma criança autista tenha um acompanhamento psicopedagógico, desde que o especialista faça parte de uma equipe multidisciplinar para atendê-la, composta por profissionais, tais como: (neuro)pediatra, psicólogo, fonoaudiólogo e outros que se fizerem necessários. Sim, é uma rede que precisa estar coesa, não apenas acolher a criança, mas também dar espaço para que a família possa se abrir e dividir suas aflições.
Voltemos aos nossos anjos azuis:
– Por que uma criança autista que está na educação Infantil já deveria contar com um atendimento psicopedagógico?
Não podemos generalizar para não cair na estupidez da “normatização”, pois cada caso é um caso. Cada criança é uma, com suas características e necessidades diferentes que precisam ser respeitadas. Mesmo assim buscar um psicopedagogo no início da vida escolar pode fazer a diferença!
Vamos considerar a angústia que o processo de alfabetização pode gerar em qualquer criança, pois sabemos que uma falha neste complexo processo é capaz de contribuir para muitas dificuldades de aprendizagem.
A alfabetização envolve várias etapas. Até por isso mesmo cada uma delas recebe um nome e tem características específicas. E independentemente da criança ser autista (e do seu grau), o tempo em que ela percorrerá cada fase é muito relativo, e depende de um amadurecimento global, ou seja, certas habilidades e competências da criança devem ser bem trabalhadas.
Por exemplo, desenvolver:
- a consciência do esquema corporal e ritmo;
- a organização espacial para descobrir relações espaciais entre objetos;
- as vivências das sequências temporais para organizar imagens e sequenciar acontecimentos;
- a noção de classificação e pareamento para organizar objetos por categorias;
- as atividades de seriação que a leve a realizar coleções e entender a reta numérica;
- as atividades que envolvam a relação de causa e efeito;
- a noção de lateralidade e identificar a esquerda/direita;
Em linhas gerais o psicopedagogo instrumentaliza a criança para o “aprender”. E principalmente a criança que se encontra dentro do espectro autista pode ser muito beneficiada. Mas não apenas isso, ele também ajuda a criança a entender a função social da leitura e escrita e a despertar nela a vontade e o prazer do “mundo das letras”.
O caminho é longo, mas o psicopedagogo pode vir a somar esforços e ajudar os nossos anjos azuis a alçar voos mais altos!
Contato: acristinateix@hotmail.com
Psicopedagoga Clínica em São Paulo


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