Poesia – Moleque

Ô moleque, que vida louca é essa? Tá sempre correndo pra lá e pra cá, Fazendo zunzum E pregando peça… Moleque, que anda apressado Pelas ruas da cidade, Que história é essa? Que por entre os carros afobados,  Na contra-mão, atravessa? Cuidado! O motorista estressado Finge que não te vê, E vai dirigindo adoidado Pra cima…

Ô moleque, que vida louca é essa?

Tá sempre correndo pra lá e pra cá,

Fazendo zunzum

E pregando peça…

Moleque, que anda apressado

Pelas ruas da cidade,

Que história é essa?

Que por entre os carros afobados,

 Na contra-mão, atravessa?

Cuidado!

O motorista estressado

Finge que não te vê,

E vai dirigindo adoidado

Pra cima de você!

E aí, ganhou algum dindin hoje?

Vai dar pra comê?

Então sobe correndo a ladeira,

Pega impulso e não pára,

Na rua de cima tem resto de feira…

Vai logo, moleque!

Não marca bobeira!

E sem pedir passagem,

Invade a estação,

Tem que levar pra casa

Nem que seja um tostão.

Que folga é essa?

Assim não dá nem pro arroz e feijão!

Disfarça este seu jeito malandro

De menino esperto.

Chega com muita ginga

E sorriso aberto

Mostrando quem é o herói da nação.

É você, moleque!

Não esquece…

O filho de todas as cores,

Dos credos e dores,

desta pátria amada

Tão sofrida, saqueada e idolatrada!

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