Ô moleque, que vida louca é essa?
Tá sempre correndo pra lá e pra cá,
Fazendo zunzum
E pregando peça…
Moleque, que anda apressado
Pelas ruas da cidade,
Que história é essa?
Que por entre os carros afobados,
Na contra-mão, atravessa?
Cuidado!
O motorista estressado
Finge que não te vê,
E vai dirigindo adoidado
Pra cima de você!
E aí, ganhou algum dindin hoje?
Vai dar pra comê?
Então sobe correndo a ladeira,
Pega impulso e não pára,
Na rua de cima tem resto de feira…
Vai logo, moleque!
Não marca bobeira!
E sem pedir passagem,
Invade a estação,
Tem que levar pra casa
Nem que seja um tostão.
Que folga é essa?
Assim não dá nem pro arroz e feijão!
Disfarça este seu jeito malandro
De menino esperto.
Chega com muita ginga
E sorriso aberto
Mostrando quem é o herói da nação.
É você, moleque!
Não esquece…
O filho de todas as cores,
Dos credos e dores,
desta pátria amada
Tão sofrida, saqueada e idolatrada!
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