Devagar passava a vida
No relógio da estação.
Levando o tempo na garupa,
Percorria cada vagão.
Passeava pelas plataformas,
Atravessando os velhos trilhos
Desenhados pelo chão.
Muitas vezes andava despercebida.
E ia transformando a noite em dia,
Às vezes alegre, às vezes triste,
No escuro ou na alegria…
No fim tudo acabava em poesia,
Como inspiração para dançar, pensar,
Trabalhar, ler e viajar.
Hoje o tempo da vida é muito diferente:
O presente virou passado,
Feito história em papel amarelado.
As horas voam aceleradas
No relógio cinza digital.
O momento escorre por entre os dedos.
Tão rápido e estressante,
Sem regras e delirante!
São outros tempos, os novos tempos…
Tempo de aprender sem entender,
De não tolerar,
Mas de apontar.
Precisamos do tempo de rever,
De reavaliar e reciclar!
Se não puder ser assim,
Não vai valer à pena…
Por tantas razões o tempo tornou-se raro.
Um artigo de luxo entre as estrelas.
O que passou virou história,
Mas jamais será esquecido!
Ficou na pele da gente,
Tatuado na memória…
Por tudo isso precisamos de mudança.
De energia que carregue a nossa esperança,
Para ser melhor do que foi,
E assim fazer a diferença!
Para sair da sombra e do abandono
Em que hoje nos encontramos!


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