Poesia – Gente Comum

Há dias em que somos assim: Mais francos, objetivos, Ou até menos simpáticos. Hoje estou deste jeito… Com menos paciência Com quem não olha Nos olhos quando conversa. Não mostra o que sente, E nem ao menos os dentes quando sorri. Não confio em quem Tem uma expressão no rosto Tão forçada, tão artificial Que…

Há dias em que somos assim:

Mais francos, objetivos,

Ou até menos simpáticos.

Hoje estou deste jeito…

Com menos paciência

Com quem não olha

Nos olhos quando conversa.

Não mostra o que sente,

E nem ao menos os dentes quando sorri.

Não confio em quem

Tem uma expressão no rosto

Tão forçada, tão artificial

Que parece ter sido envernizada!

Quem acha que não envelhece nunca,

E vive na juventude todos os dias…

A vida pesa nas costas de todos.

Nos deixando mais calejados, fortalecidos

E  igualmente doloridos…

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Por isso gosto de gente comum.

Que tem problemas, incertezas…

Sente culpa por alguma coisa que fez,

ou até pelo que não fez…

Gosto de gente

Que tem calor humano para oferecer,

Que faz laços, amplia vínculos e se entrega.

Gosto de quem tem nome e sobrenome,

Porque conhece suas raízes

E não as renega.

E que mesmo em tempos difíceis,

Segue a sua rota e

Ainda encontra forças para ajudar

Aquele que por ventura 

O seu caminho cruzar!

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