Poesia – O Povo Acorda

O que nos alimenta o corpo? É o pão de cada dia, Presente na mesa farta de uma minoria, Mas ainda vazia para a maioria! São promessas não cumpridas, Necessidades esquecidas, Que calam a boca da alma da gente, Mas que ficam mais fortes e resistentes A cada momento de opressão. Foram anos de longa…

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O que nos alimenta o corpo?

É o pão de cada dia,

Presente na mesa farta de uma minoria,

Mas ainda vazia para a maioria!

São promessas não cumpridas,

Necessidades esquecidas,

Que calam a boca da alma da gente,

Mas que ficam mais fortes e resistentes

A cada momento de opressão.

Foram anos de longa escuridão.

Tantas prioridades relegadas

Ao futuro incerto de uma nação.

Agora cansada de esperar

Luta para fortalecer sua razão.

Um povo pressionado pela obrigação

De dar certo sem ter estrutura.

Remendado por uma tal costura.

Resolveu gritar aos quatro ventos

Por direitos cassados

E  ideais jamais respeitados.

Povo sempre ludibriado…

Gente que sofre contida,

Ou que ignora o que se passa,

Que se vê perdida e desamparada

Ou simplesmente que se vê acuada!

Precisa desmascarar os seus vilões

E encontrar forças para soltar os seus grilhões.

Deve aprender a tomar as rédeas,

Com compromisso e seriedade,

De seu papel tão importante

Neste mundo doido e delirante!

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