Educação VI – Somos todos monstros!!!

Quanta hipocrisia anda solta por aí… Na hora de julgarmos o outro não temos o menor constrangimento em apontar os defeitos dele, e ainda por cima, nos sentimos chocados por tais faltas cometidas! Queremos justiça, democracia, direitos reconhecidos, mas será que fazemos a nossa parte? Será que cumprimos nossas obrigações enquanto cidadãos, ou ficamos à…


Quanta hipocrisia anda solta por aí…

Na hora de julgarmos o outro não temos o menor constrangimento em apontar os defeitos dele, e ainda por cima, nos sentimos chocados por tais faltas cometidas!

Queremos justiça, democracia, direitos reconhecidos, mas será que fazemos a nossa parte? Será que cumprimos nossas obrigações enquanto cidadãos, ou ficamos à espera de alguém que faça primeiro? Mas por que este “alguém” não pode ser você, ou eu?

Em algum momento teremos que assumir nossas responsabilidades. E já não é sem tempo! O problema é que a população assume o papel de uma terceira pessoa, como se fosse uma entidade superior, uma força maior que nunca tem “culpa” de nada!

O trânsito é ruim, as praias estão poluídas, as cidades grandes estão cada vez mais perigosas, os pedestres são impacientes e os motoristas mal educados. E quem é o responsável por tudo isso? Bem, a sociedade… E daí? Somos todos parte da sociedade, não é mesmo? Por isso é tão importante a tomada de consciência de cada um de nós para manter o equilíbrio do planeta.

Mas se o meu vizinho não está preocupado em fazer a coleta seletiva do lixo e nem se preocupa em economizar água, por que sou eu que vou me incomodar?

Seguimos assim… sempre arrumando desculpas para não sairmos do comodismo, para não perdermos o lugar na fila do banco, da caixa de supermercado ou do assento no transporte público…

Quanta hipocrisia anda solta por aí....

Aliás, falando em público, aquilo que é público parece não ter um dono efetivamente, então posso usar e abusar daquilo que for ” para todos”. Não é “meu ” mesmo. Pois é, vivemos em tempos narcisísticos… O “meu” é sempre muito mais importante do que o “seu”. Além do mais a prioridade deve ser “minha”, obviamente!

Sabemos muito bem que certas atitudes deveriam ser tomadas em prol de um bem maior, ou seja, deveríamos confiar nos nossos representantes para que estes pudessem tomar as medidas corretas que garantiriam um mínimo de dignidade ao povo atendendo às condições básicas de saúde, economia e segurança. Infelizmente nossa realidade está distante dessas aspirações.

Se da esfera do Estado temos uma visão tão negativa, o que podemos esperar da esfera familiar? Um caso quase apocalíptico… Faz-se necessário uma reflexão muito profunda.

Quanto à questão, como Educação, por exemplo, temos, não raras as vezes, dois pesos e duas medidas. Uma para os meus filhos, meus parentes, etc… E outra para os filhos e parentes do vizinho, que são sempre os problemáticos e más companhias.

Nossas crianças não têm limites. E por que será? Porque estamos todos ocupados demais com as nossas coisas, as nossas vidas. Aliás, pagamos escola pra quê? Bons estudos, cursos, viagens, além de todas as coisas que compramos para os nossos filhos… Tudo isso em nome de uma boa formação que garantiria a eles mais chances de um lugar ao sol. 

O problema é que não existe mais “não” para o jovem. Ele pode tudo e acredita piamente nesta verdade. A sua vida é mais importante do que a do outro. Pelo menos é isso que parece. .. Como se o valor de cada vida fosse relativo.

Se acontecer algo com o filho do vizinho, qualquer tipo de envolvimento ilícito, foi porque o pai alimentou um monstrinho em casa, que em nada se parece com aquele que chamamos de nosso filho e criamos debaixo das nossas asas fazendo todas as suas vontades…O nosso filho amado não pode ser contrariado. O filho, que nos tempos atuais tem autoridade sobre o seu próprio pai, precisa ser poupado.

Não, meus caros, o mundo não é cruel. Cruéis somos nós, as pessoas que o habitam.

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