Será que tem preço, a vida humana?
Pode ser negociada,
A vida que se perde ou que se ganha?
Em qualquer esquina é desprezada
Por não valer nada!
Às vezes tão desgraçada
Que chega a ser
Confundida com uma praga…
Como dar valor a uma vida?
Mais cara para quem tem muito a perder
E passa a vida a se esconder!
Mais barata para quem a leva espezinhada
Pelas ruas tristes da cidade,
Ou caída em qualquer calçada!
Quanto vale a vida de quem vaga pelas avenidas,
Pelas praças, pelos becos,
Pelos cantos deste mundo tão violento?
Vida que se confunde na multidão sufocante,
Que passa por aí sangrando… Calada…
Ou rindo de nada…
Aos poucos se mostrando
atônita e mal tratada…
De onde vem este descaso?
Esta falta de cuidado?
Talvez da escuridão da cada ser…
Talvez de uma sombra enorme
Que nos invade,
E nos fere…
Que vem dentro
E não de fora…
Que não fala,
Nem ouve,
Apenas nos devora…

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