Crica’s favourite XV – Sob o domínio do Medo – filme

O que faria com que um pacato professor e escritor à procura de um lugar tranquilo para lhe servir de inspiração, tomasse uma medida radical em defesa da vida de pessoas queridas e chegasse ao ponto de matar para protegê-las? Talvez os nossos instintos mais selvagens, impulsionados pelo medo, acabem emergindo naturalmente frente ao perigo. No…

Sob o Domínio do MedoSob o Domínio do MedoSob o Domínio do MedoSob o Domínio do Medo

O que faria com que um pacato professor e escritor à procura de um lugar tranquilo para lhe servir de inspiração, tomasse uma medida radical em defesa da vida de pessoas queridas e chegasse ao ponto de matar para protegê-las?

Talvez os nossos instintos mais selvagens, impulsionados pelo medo, acabem emergindo naturalmente frente ao perigo. No filme Sob o domínio do Medo este é o argumento.

O escritor David Sumner muda com sua esposa para a cidade natal dela. Lá, o clima fica cada vez mais pesado e tenso entre o casal e os habitantes locais fazendo com que o tranquilo David tome algumas atitudes que, em essência, são contra a sua própria natureza.

O medo, na dose certa, é saudável, pois é o que nos impede, por exemplo, de saltar do topo de um edifício sem nenhum equipamento de proteção. Este sentimento, fundamental para a sobrevivência do ser humano, está relacionado à preservação da espécie.

Do que somos capazes quando acuados ou na defesa dos mais fracos que dependem de nós?

O medo que nos paraliza pode ser o mesmo medo que nos impulsiona. Pode ser aquilo que nos falta para extravasarmos uma certa agressividade, às vezes contida, mas bem-vinda ao mundo cada vez mais competitivo. 

Na primeira versão de Sob o Domínio do Medo, um dos longas mais polêmicos do diretor Sam Peckinpah, o ator Dustin Hoffman arrasou no papel de David e foi a grande revelação ao mostrar a intensidade de seu personagem que busca forças para enfrentar o adversário.

Agora, quarenta anos depois, a história ganhou uma refilmagem protagonizada pelo ator James Marsden e comandada por Rod Lurie, o mesmo dos consagrados A Conspiração (2000) e Faces da Verdade (2008). A nova versão, de acordo com os críticos, não tem a força da primeira, mas ao menos serve para que a original seja redescoberta. Enfim nos leva a refletir sobre um assunto tão instigante: o comportamento humano.

A segunda versão deixa muitas questões no ar. A jovem esposa, interpretada pela atriz Kate Bosworth, acaba deixando dúvidas quanto as suas intenções. Ela tem sempre um quê sedutor, e muitas vezes suas atitudes são contraditórias. Isto parece ser intencional, já que a ambiguidade também é um traço marcante do comportamento humano.

 É um terreno bastante denso para uma discussão: como o ambiente pode influenciar as atitudes das pessoas. Ao mesmo tempo que o ser humano tem uma grande facilidade em se adaptar aos diversos meios, também possui um variado leque de reações, que vão desde as mais exageradas até as mais imprevisíveis.

Tudo isso faz parte de um grande mistério: a riqueza herdada de nossos ancestrais, impressa no DNA de cada um de nós, o instinto animal. Agora, como e quando o acessamos depende basicamente do nosso trabalho interno, do desenvolvimento das múltiplas inteligências de cada um.

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FICHA TÉCNICA

Título original: Straw Dogs

Diretor: Rod Lurie

Elenco: James Marsden, Kate Bosworth, Alexander Skarsgård, James Woods, Tom Heddon, Dominic Purcell, Rhys Coiro, Billy Lush

Roteiro: Rod Lurie

Trilha Sonora: Larry Groupé

Duração: 110 min.

Ano: 2011

País: EUA

Gênero: Suspense

Cor: Colorido

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FICHA TÉCNICA

Diretor: Sam Peckinpah

Elenco: Dustin Hoffman, Susan George, David Warner, Peter Vaughan, T. P. McKenna, Del Henney, Ken Hutchinson

Produção: Daniel Melnick

Roteiro: Gordon Williams

Trilha Sonora: Jerry Fielding

Duração: 118 min.

Ano: 1971

País: Inglaterra

Gênero: Drama

Cor: Colorido

 

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