Se o destino de uma nação está nas mãos de sua juventude, como dizem do Brasil, o governo não deveria ter como prioridade a pasta da Educação? Investir nos jovens para que suas possiblidades reais de crescimento em todos os níveis, do pessoal ao profissional, sejam de fato concretas?
Teoricamente o Estado investe no indivíduo para que ele adquira as condições necessárias para definir-se e colocar-se socialmente. Espera-se que ele esteja apto a assumir suas responsabilidades econômica, civil e política. Já na prática constatamos que as coisas não acontecem assim, a Educação não recebe a devida importância, o que acaba por dificultar o real desenvolvimento do país.
A escola, como um forte instrumento para que se alcance uma melhora do nível cultural, não dá conta de cumprir seu papel. Segundo o professor e educador, Rubem Alves*, que fala sobre o fracasso do sistema de ensino brasileiro, a escola está presa ao conteudismo e não respeita o desejo de aprender do aluno.

Para ele, o professor deveria ocupar-se de ensinar o aluno a pensar por si. Como vemos, não é o que acontece, ao contrário, muitas vezes a escola aliena este aluno, que passa a funcionar como um simples instrumento nas mãos do Estado. Os sistemas escolares público e privado, que deveriam caminhar juntos, acabam por legitimar a desigualdade social, reforçando ainda mais as diferenças socio-culturais de seu povo.
Por outro lado, a família, especialmente da classe média, deposita na escola a responsabilidade de preparar seu filho do ponto de vista moral e ético. O jovem sai de casa em busca de seu caminho, sem ter noção de como lidar com os sentimentos, enfim despreparado para a vida adulta.
De acordo com Eliane Brum**, jornalista e escritora, esta geração atual é super competente para usar as ferramentas da tecnologia, ao mesmo tempo em que desconhece o significado da palavra frustração, e de aceitação de limitações. O jovem não percebe que não se pode ter tudo, e que terá de se esforçar para construir uma vida.
Os pais precisam dizer NÃO aos filhos, sem peso na consciência, porque não se pode dar garantias de nada a ninguém o tempo todo. A vida pode virar uma ilusão.
É necessário uma construção de vida mais sólida e embasada na realidade, para que cada um possa assumir a autoria de seus passos e ser responsável por suas escolhas, e assim, ajudar o país, realmente a crescer.
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Fontes de Consulta:
* Revista Época, Aprender para quê?, Rubem Alves, 2004.
** Texto de Eliane Brum
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