
Toda mulher é mãe. Mesmo que nunca tenha gerado um filho. Mesmo que nunca venha a gerá-lo. Toda mulher é mãe. Primeiro da boneca. Mais tarde do irmãzinho. Casada, é mãe do marido, antes de sê-lo dos filhos.
Sem filhos, será mãe adotiva ou madrinha; entregará a alguém os benefícios do seu amor: os sobrinhos, os filhos alheios, talvez uma causa justa.
Joana D´Arc foi mãe de sua causa e por ela morreu queimada, como qualquer mãe morreria por seu filho.
Quantas mulheres que a vida não escolheu para a maternidade de seus próprios filhos, não se tornaram mães das próprias mães? Quantas? Ou do pai. Ou do avô.
A maternidade é irreprimível. Como uma fonte de água que uma pedra obstruiu, ela vai brotar mais adiante.
A freira é filha de Deus, mas numa repetição perpétua do mistério da Virgem, torna-se mãe de Jesus.
A mestra é mãe quando no compartilhar de um parto faz vir à luz, com dedicação e amor, o potencial de cada aluno convidando-o a desafiar os mistérios do conhecimento.
Na insensatez da guerra, a mulher é mãe dos feridos mesmo que usem outra bandeira e vistam outro uniforme.
A maternidade não tem fronteiras, não tem cor, não tem preferência.
É das poucas coisas que bastam a si próprias.
Tem a sua própria religião.
Tem a sua própria ideologia.
Madre, mãe, mater.
Causa, origem, começo.
Toda mulher é mãe.
Autor desconhecido
Toda mulher é mãe? Algumas talvez não, outra são mães e muito mais…Tem mulher que é pai também. Tem mulher representando todos os papéis e fazendo todas as funções.
Por isso a mulher está sempre aqui e ali. Sempre se desdobrando…
Uma coisa é certa, mulher é multi. São muitas em uma só. É um ser complexo, porque abriga dentro de si grandes contradições: como ser forte e frágil, tranquila e agitada, doce e ríspida, triste e feliz… Esses extremos ficam muito próximos e sempre estão em conexão na mulher. Ela sabe ser tudo de uma vez só e sabe ser uma coisa de cada vez.

Hoje meu sobrinho de cinco anos, virou-se para a mãe e falou que, a pele de mulher é mais macia e seu colo está sempre quentinho. Pensando nisso, posso dizer que é tão bom ser mulher. Ser cheia de vida! Ter pele suave e poder esquentar outra pessoa. Achei esta constatação muito autêntica. Uma homenagem para nós, não apenas hoje, mas todos os dias.
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